O papel dos pais no sucesso dos filhos

Várias são as preocupações que os pais possuem em relação a formação de seus filhos, principalmente na adolescência: violência, estudos, amizades e futuro profissional. Essa fase é marcada por mudanças significativas; biológicas, hormonais e atitudinais. Chegada a etapa da adolescência, mais precisamente no Ensino Médio, outra questão vem a tona: o futuro profissional. Uma grande parte dos jovens que está terminando os estudos passa a ficar mais preocupada com as suas escolhas, indecisa quanto as profissões e universidades, e seus pais com o seu projeto de vida.

Frente a esses desafios, muitos pais estão buscando fórmulas para ajudar a preparar seus filhos para uma nova fase da vida, mais propriamente dito para o mercado do trabalho. Muitos pais procuram por escolas consideradas fortes com o “ensino puxado” como costumam dizer. Oferecem a oportunidade de estudo de uma segunda língua, quase sempre o inglês por estar presente em boa parte dos continentes. Os que possuem mais condições financeiras enviam seus filhos para momentos de intercâmbio, ficam fora do país durante o período de seis meses a um ano para aprender uma segunda língua. Os pais investem em cursos de informática, cursos técnicos e em tudo que acharem que pode, de fato, contribuir para a preparação e o sucesso profissional dos filhos.

Mesmo com toda essas preocupações e investimentos, nem sempre as coisas dão tão certo como se imagina, muitos jovens desistem dos cursos superiores, abandonam a universidade logo no primeiro ano, refazem os cursos mais de uma vez, e ai começa a grande batalha.

Para se ter uma ideia a evasão universitária chega ao índice de 40% a 50%, sendo 30% relacionado aos cursos da USP (Universidade de São Paulo) uma das mais concorridas no Brasil.

Alguns relatórios analisados nos exames de vestibular das universidades públicas, como UFRGS e a UFSC, contataram que 25% a 30% dos alunos aprovados anualmente nos vestibulares já declararam ter iniciado antes um curso superior. São números impressionantes se levarmos em consideração os quase seis milhões de universitários. Fico pensando quanto tempo foi gasto e quanto dinheiro foi jogado fora. Questiono, ainda, o que poderia ter salvado essas estatísticas?

Ao longo dos meus atendimentos enquanto orientador educacional e vocacional, pude observar que um dos principais responsáveis pelo fracasso no processo de escolha profissional é a falta de apoio e atenção dos pais e a falta de realização de um trabalho preventivo.

Deixe-me explicar melhor, o pais não deve realmente apoiar tudo a não ser as boas causas, e dar apoio não significa dar dinheiro, comprar carro, pagar boas universidades, cursos e viagem, um bom apoio significa suporte, estar lado a lado, conversar, buscar soluções juntos, validar as escolhas e não se omitir de uma responsabilidade conjunta.

Muitos pais deixam que seus filhos escolham por si próprios seu futuro profissional, achando que está ajudando, sendo legal, porém boa parte dos jovens ainda não tem maturidade suficiente para resolver essa complexa decisão. Segundo pesquisa realizada pelo Portal Educacional 65% dos jovens em fase de vestibular e escolha profissional procuram ajuda de seus pais e uma boa parte deles dizem para que os filhos escolham o que quiser!

Quando coloco que falta um trabalho preventivo, estou me referindo também ao sistema de ensino que está falho em vários aspectos, principalmente na preparação de seus alunos para o mundo do trabalho. Poucos são os casos de escolas que se preocupam com isso desde a infância. Você deve estar achando estranho, infância? Sim, desde sedo as crianças deveriam estar sendo preparadas, obviamente obedecendo suas condições cognitivas e de desenvolvimento, a lidar com aspectos fundamentais ao sucesso profissional, e isso não tem sido feito na maioria das instituições de ensino, infelizmente.

O novo mundo está apresentando um mar de oportunidades e possibilidades aos para as novas gerações, e os pais, podem e devem contribuir para que seus filhos tenham sucesso no futuro.

Maurício Sampaio, autor dos livros Influência Positiva e Escolha Certa, ambos pela Editora DSOP. Também é empresário, educador, coach e especialista em orientação educacional e vocacional.

Paulo Ucelli – Editora DSOP

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Educação abre 9 mil vagas para programa inovador de residência dos futuros professores

Universitários podem fazer, até o dia 24, as inscrições para processo seletivo do Programa Residência Educacional 2014

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo está com inscrições abertas para o processo seletivo do Programa Residência Educacional. Criado este ano, o modelo de estágio pioneiro no País oferece bolsas de R$ 600 para os universitários terem a primeira experiência no ensino.

Os participantes poderão ser futuros professores da rede estadual e o objetivo é aproximar os estudantes de licenciatura do cotidiano das escolas estaduais, com toda a supervisão dos gestores da Secretaria. Para 2014, estão disponíveis 9 mil vagas, distribuídas em 1.373 escolas de 44 Diretorias Regionais de Ensino do Estado. As inscrições devem ser feitas via internet até o dia 24 de setembro. A prova está prevista para outubro. Mais informações no Portal da Educação – http://www.educacao.sp.gov.br.

Inspirado na residência médica, o programa da Educação possibilita que o universitário participe de todas as atividades escolares, inclusive na sala de aula e na programação pedagógica, sempre em conjunto com o professor titular. O estudante selecionado atua por 12 meses na escola e o prazo pode ser renovado por igual período. Além do aprendizado na prática, o residente recebe bolsas mensais de R$ 420 e auxílio-transporte de R$ 180.

“O Programa Residência Educacional aproxima o futuro professor da educação pública. É um papel novo na estrutura de ensino paulista, que interage com as universidades e agrega qualidade tanto na formação do professor quanto do aluno”, afirma o secretário da Educação, professor Herman Voorwald.

A participação no programa, voltado para o Ensino Fundamental e Médio, é válida como as horas de estágio obrigatórias para os cursos universitários de licenciatura. Desde agosto, quando projeto começou, já estão atuando na rede estadual 900 alunos de cursos como História, Ciências Biológicas, Matemática e Letras. A carga horária diária é de até 6 horas, não ultrapassando 15 horas semanais.

 

Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Assessoria de Comunicação e Imprensa

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Grafologia: a chave da personalidade

Você já parou para pensar que é difícil escrever e conversar ao mesmo tempo? Isso se deve ao fato de que, para escrever, é preciso raciocinar, entender e ver o que se escreve, afinal cada letra ou palavra é produto do pensamento, de um ato previsto e inteligente. Trata-se de um processo escritural e que exige concentração.

Porém, as letras e os traços que utilizamos para escrever um texto, por exemplo, não são uma criação voluntária nem individual. Dizem respeito a um conjunto de símbolos – ao escrevermos, estamos reproduzindo sinais que nos foram ensinados. Quando fomos alfabetizados, lá no jardim de infância, aprendemos aquela escrita “caligráfica”, do professor primário. Porém, à medida que crescemos, amadurecemos e evoluímos, nossa escrita também vai sendo transformada e vai progredindo. Vamos nos individualizando e personalizando e com a escrita não é diferente, adquirindo formas próprias.

E isso é simples de observar. Reúna um grupo de crianças e peça-as para escreverem algumas linhas. Você vai observar, naturalmente, determinados tremores. Mas, mesmo sendo comuns tais traços tremidos e vacilantes – afinal elas ainda não têm o controle da motricidade fina e, por isso, têm dificuldade na sustentação da caneta -, pode-se comprovar que cada uma delas, ao longo da aprendizagem da escrita, já começa a imprimir seus traços próprios, ou seja, determinadas modificações pessoais que permitirão ao professor reconhecer facilmente cada aluno pela letra.

Essas modificações do modelo original e caligráfico são verdadeiros gestos inconscientes de expressão projetiva e que vão refletir a personalidade de quem escreve. Cada traço diferente que aparece em um texto vai revelar sinais daquela personalidade. E são esses sinais individuais que vão diferenciar entre si todas as pessoas do planeta. Assim como não existem duas impressões digitais iguais (cada um tem a sua), também não existem duas grafias iguais.

Experimente: peça a um grupo de cinco ou seis pessoas conhecidas para escrever um texto de três linhas em um pedaço de papel, sem assinar. Você será capaz de identificar cada uma delas? Sim, será, porque não existem duas grafias iguais – cada pessoa traz em sua escrita indicadores de um conjunto de atitudes, habilidades e comportamentos.

A caligrafia é a escrita da mente; a mão apenas segura a pena e obedece ao comando do cérebro. Quando começamos a redigir um texto, estamos sendo comandados pelo nosso consciente – e, por isso, existe uma preocupação maior com a arrumação e com a apresentação do texto no papel. À medida que nos envolvemos com o texto, o nosso consciente tende a relaxar e começamos, então, a ser comandados pelo nosso inconsciente. Por consequência, todos os nossos flutuantes estados de espírito são inconscientemente impressos na escrita, revelando nossas características mais particulares – aquelas que vão nos diferenciar das outras pessoas.

Nesse sentido, torna-se possível verificar uma infinidade de características através da escrita. Por ela, podemos observar sua capacidade laboral, ou seja, a maneira como ela trabalha: sinais de inteligência e de originalidade de ideias; se a pessoa tem planejamento e organização em suas tarefas; se tem boa memória ou não, além de indícios de perseverança e de ambição que também são visíveis.

Nas questões sociais, é possível analisar a maneira como ela se relaciona com os que estão à sua volta: se respeita o espaço alheio ou não; se é intuitiva; se é realista ou sonhadora; se busca os relacionamentos ou se afasta dos demais; e se é confiante ou desconfiada, entre outros.

Traços de caráter também são visíveis na escrita, mas é importante ressaltar que não é possível vermos sinais de honestidade pela grafologia, afinal, não podemos prever que circunstâncias podem levar um indivíduo a um ato de desonestidade. Podem-se avaliar muitas características, mas não se faz previsão por meio delas.

Você deve saber que todo indivíduo tem suas preferências de estilo. Algumas pessoas são convencionais por natureza, daí temos a justificativa de sua escrita se manter fiel ao modelo caligráfico. Outras se distanciam do convencionalismo e agem de acordo com seus desejos – neste caso, sua caligrafia vai refletir esses impulsos e apresentará maior quantidade de traços originais, que podem se referir a pessoas com maior nível de criatividade.

Pessoas mais expansivas tendem a ter gestos mais largos e espírito mais aberto – provavelmente sua letra será de dimensão grande, ao passo que letras de dimensão pequena podem estar revelando uma personalidade mais reservada e cautelosa. Indivíduos organizados geralmente têm a redação clara, ordenada e o texto bem enquadrado, respeitando as margens do papel.

Curvas e ângulos também são indicadores de comportamentos particulares. Indivíduos mais dóceis, gentis e sociáveis tendem a apresentar uma escrita com mais curvas, ou seja, traços mais redondos, enquanto os ângulos (pontas) vão sinalizar indivíduos com mais vontade própria, energia, coragem e firmeza.

Podem-se, também, analisar características de acordo com a inclinação das letras. Aquelas que formam com a linha de base um ângulo mais ou menos agudo à direita (escrita inclinada) indicam um temperamento mais sensível, onde a emotividade e a afetividade podem levar vantagem sobre a razão. Num movimento oposto, a inclinação à esquerda pode revelar uma atitude mais defensiva, com tendência ao recolhimento.

Dessa forma, os traços de personalidade e caráter vão se manifestando na letra e, então, torna-se possível identificar, em cada um de nós, habilidades e competências para a realização das mais diversas atividades.

Além dos já citados, existe mais uma infinidade de outros aspectos a serem analisados numa redação, mas cabe a ressalva de que o que vai nos dar o laudo final é a análise do contexto geral. O grafólogo experiente sabe que não podemos tirar nenhuma conclusão prévia sem estudarmos todo o ambiente gráfico. Os aspectos a serem considerados podem ter maior ou menor peso, dependendo de outros sinais que podem estar presentes, como por exemplo, pingos nos ii e barras nos tt.

O pingo no “I” é identificado como o sinal que reflete o comportamento da atenção, o equilíbrio do pensamento em presença de uma obrigação e a precisão e exatidão nos julgamentos e na observação. Assim, uma pontuação alta pode significar idealismo e sensibilidade, ao passo que os pingos baixos podem indicar ideias práticas ou obediência. Sua exatidão indicará ordem e minúcia e os que tiverem forma de círculo revelarão vaidade de espírito.

A letra “T” é universalmente conhecida como a que reflete a vontade. O gesto gráfico, neste caso, percorre duas direções, o traço vertical (haste) mede a afirmação pessoal e o horizontal (barra) revela a potência realizadora da vontade. Assim, a análise é feita numa comparação entre os dois traços. Barras curtas e retas indicam energia e produtividade, enquanto as longas podem estar sinalizando mais desejos do que recursos para concretização dos projetos. Barras altas tendem ao autoritarismo, enquanto as baixas indicam submissão. Se ligadas à letra seguinte será sinal de continuidade e vivacidade das ideias.

Devemos estar atentos ainda às linhas, se sobem ou descem, à pressão da caneta no papel, à velocidade do traçado, à continuidade entre as letras e, por fim, à assinatura. A análise desta última é fundamental para a composição do perfil analisado, pois é ela quem vai legitimar, ou não, o que foi dito acima.

fonte: Luciana Boschi para o RH.com.br

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Invista na sua qualidade de vida

Creio que nunca trabalhamos tanto como nos últimos tempos. Equipes enxutas, multifuncionalidade e mais tecnologia. Tudo parece ser feito para nos manter ocupados e sempre ligados às questões profissionais.

Penso que é justamente por isso que temos de planejar nossa qualidade de vida e incluir este item em nossa agenda. É uma forma de estar preparado para a pressão, estresse e a longas jornadas de trabalho. Mas, por que é importante pensar no quesito qualidade de vida?

Horas trabalhadas – Para crescer na carreira é preciso trabalhar muito, fazer muita hora extra e, às vezes, longas jornadas. A questão é você ter resposta para a pergunta: “Tudo isso vale mesmo à pena?”. Com o tempo e com a maturidade você vai aprender a lidar melhor com o assunto horas de trabalho, mas tem uma determinada fase da vida em que trabalhamos muito mais do que queremos.

Não esqueça a família – Quando estiver fora do trabalho dedique uma atenção toda especial para a sua família. Procure sempre ter atividades divertidas com os filhos e nunca deixe de ter um tempo a sós com o seu marido ou sua esposa. De tempos em tempos um jantar naquele restaurante especial, um cineminha, sair para dançar serão momentos sempre bem-vindos. Não deixe o relacionamento esfriar.

Cuide de seu corpo – Saúde é tudo. O seu corpo é como uma máquina que sempre deve ter e precisa receber cuidados especiais. Pratique um esporte de forma continuada. São tantas as opções que nem vale à pena enumerar. Tenha uma postura preventiva em relação à sua saúde, cuide bem de sua alimentação e evite exageros em encontros ou festividades da empresa ou em outras ocasiões. Caso não tenha tempo para nada e também não goste de se exercitar faça pequenas trocas. Ao invés do elevador, utilize a escada e suba alguns andares. Na hora do almoço caminhe por pelo menos quinze minutos e se ficar muito tempo em frente ao computador use o descanso para os pés, proteção na tela para a visão e faça um pouco de alongamento a cada duas horas em que estiver sentado. Essas simples ações não vão ter tornar num atleta, mas ajuda a prevenir pequenas lesões, que mais para a frente você começará a sentir.

Cuide de sua mente – A mente do ser humano também precisa descansar. Experimente praticar alguma arte marcial ou técnicas de relaxamento. Meditação é uma excelente e rápida opção e pode ser feita pela manhã ou à noite. Tente esvaziar sua cabeça do trabalho, lendo um bom romance ou aventura ou, ainda, vendo um bom filme. Nossa mente precisar ser alimentada com coisas diferentes para estimular nossa criatividade e fugir um pouco do bê-á-bá organizacional é indispensável para termos saúde mental. Tenha um hobby, aprenda artes, tudo é válido para revigorar as nossas ideias.

Cuide de seu espírito- A religiosidade é uma característica que ajuda muito a sua carreira. Quem tem fé vai mais longe, enfrenta as adversidades com mais naturalidade, pois acredita que Deus está sempre presente. Não estou falando de religião, mas sim de acreditar no amor como filosofia de vida e manter um comportamento amoroso para com seus semelhantes. Começar e terminar o dia sempre com uma oração e agradecer muito mais do que pedir. Deus é Pai e conhece muito bem cada um de seus filhos, suas verdadeiras intenções, aspirações e sonhos. Basta acreditar!

Qualidade de vida não é algo supérfluo, mas sim uma necessidade para ajudar a suportar a pressão, o estresse e conseguir render muito mais no trabalho, pois sem ela sua vida tende a cair no desequilíbrio e sua carreira acabará sendo afetada. Cuide bem do maior presente que Deus lhe deu: a sua vida.

fonte: Paulo Araújo para o RH.com.br

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Combater o bullying exige atenção na escola e em casa

“Para com essa brincadeira, por que não vai acabar bem”.

O bullying nem sempre começa como algo ofensivo. Muitas vezes é visto como um comportamento normal, um momento ou uma fase qualquer da vida. Algo passageiro, que fortalece e prepara as crianças e jovens para enfrentar o mundo.

Conscientemente ou não, alguns pais participam ou são protagonistas destas atitudes impróprias.

“A prática começa desde cedo e, muitas vezes, em casa, na família. Muitos pais praticam bullying com seus filhos e nem percebem”, expõe a pedagoga Fabiana Falcone, coordenadora pedagógica do Fadelito, rede de escolas infantis na cidade de São Paulo. Muitas crianças presenciam afrontamentos dentro de casa. Pais que discutem em sua frente, brigam, xingam ou até mesmo agridem algum membro; por vezes, a própria criança. “E se ela vive em um ambiente de desrespeito, ela pode passar de vítima (em casa) para agressora (na escola)”, afirma a pedagoga.

O bullying se torna um subterfúgio.

As atitudes agressivas ou abusivas são provocadas, muitas vezes, como forma da criança descarregar as frustrações provindas da desestruturada relação familiar.  “Existem diferentes tipos de bullying: os principais são o verbal, que é manifestado através de apelidos, xingamentos, insultos; o físico, quando há empurrões, socos, chutes, beliscões, tapas; o moral, quando ocorrem difamações, calúnias ou disseminação de rumores; o psicológico, que é a exclusão, isolamento, perseguição, intimidação, chantagem, manipulação, ameaças e discriminação” explica Fabiana Falcone.

A diferença é o ponto de partida.

Esse comportamento abusivo é realizado principalmente com jovens que fogem de certos padrões criados por eles, em sua maioria, estéticos. “Físicas ou verbais, essas agressões costumam ter como vítimas aquela criança mais quietinha, aquela acima do peso, aquele que usa óculos. É evidenciado também o preconceito sexual e social, com ofensas àqueles meninos que gostam de brincar apenas com as meninas (e vice-versa), e àqueles que não têm condições de comprar brinquedos e roupas caras ou que são filhos de funcionários do colégio”, explica Maria Edna Scorcia, diretora pedagoga do Colégio Joana D’Arc.

A residência é o primeiro ambiente de ensino. Em casa, os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores éticos e morais. Procurar abordar a questão do respeito para com o próximo e a acolher a diversidade – quanto à cor, a orientação sexual, posicionamento social, entre diversos outros motivos.

“Com esses conceitos bem cristalizados, a criança (quando tiver idade suficiente) não só terá respeito como vai identificar e tentar coibir ela mesma atitudes em que ela identifique a presença de discriminação” afirma Maria Edna.

Identificar uma vitima de bullying nem sempre é fácil. Muitas vezes, os pais e professores focam sua atenção em pregar o combate a tal prática, e se esquecem de direcionar total atenção ao comportamento dos alunos. A vítima de bullying sofre mudanças perceptíveis. “Pode tornar-se retraída, ou agressiva e descontrolada. É importante que os adultos que convivem com a criança estejam bem atentos a qualquer mudança no comportamento para conversar com ela e detectar o que aconteceu” aconselha Fabiana Falcone.

Cumplicidade.

Os pais e a escola devem trabalhar conjuntamente. De acordo com Maria Edna Scorcia, do Colégio Joana D´Arc, os professores devem reforçar os valores éticos e morais aprendidos em casa; habituá-la ao diferente.

“É assim que se formam cidadãos preparados para viver em sociedade”, conclui ela.

Fonte: Plugcom Comunição Integrada

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Aulas durante internação facilitam volta da criança a escola

No Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), a parceria com a rede de ensino municipal completou um ano em agosto e permite que crianças e adolescentes internados no instituto tenham aulas diariamente. A média é de dez crianças internadas, algumas há mais de um ano.

A professora municipal Karla Silva da Cunha Bastos, que trabalha com educação especial há nove anos e está no projeto do IFF desde o início da parceria com o governo municipal, acha que o atendimento pedagógico-educacional no hospital facilita a volta das crianças à escola sem prejuízo e ainda minimiza o isolamento social.

“A internação não atrapalha as aulas, e ainda ajudam na recuperação: a criança tem menos tempo de parar e sofrer, de se deprimir com o ambiente de quietude, injeção, enfermeira, remédio. Então é um momento mais lúdico”, observa a professora.

Aluno de Karla, Matheus Henrique da Silva Machado, 12 anos, tem fibrose cística, doença genética que afeta uma em cada 10 mil crianças brasileiras e ataca os pulmões e o pâncreas. “Gosto da aula aqui. É só para mim, não há milhões de alunos. Ela a professora pega no pé às vezes, mas eu gosto”, contou o menino que, após 29 dias internado, recebeu alta durante a entrevista.

Juliana Ramos da Silva, mãe de Mateus, notou que o filho avançou muito nas matérias escolares com a classe hospitalar. “Meu filho passa mais tempo internado do que na escola. Quando ele volta para a escola já consegue acompanhar os amigos. Antes, quando ainda não tinha classe hospitalar, ele ficou internado uma vez, por três meses e, quando voltou ficou perdido e nem queria mais ir à aula”.

Rosângela Alvares dos Santos é mãe de Samuel, de um ano e seis meses, internado no IFF desde que nasceu com um problema respiratório crônico. “Depois que Karla chegou, ele se desenvolveu. Até mostrar a língua ele aprendeu com ela e já está comendo por conta própria. Acho interessante, pois é um estímulo diferente”.

Algumas doenças crônicas, como a fibrose cística, exigem cuidado especial para evitar infecções. São necessárias aulas individuais. Além de Karla, o instituto conta com uma professora no turno da tarde. As duas se desdobram para atender uma média de 30 alunos por mês, com idades e necessidades de aprendizado diferentes. “A gente faz das tripas coração, mas amo o que faço, dá muito prazer”. Kátia Nunes, diretora do Instituto Municipal Helena Antipoff, responsável pela educação especial na cidade do Rio, explicou que não faltam professores interessados em trabalhar nos hospitais, mas que a especialização dessa mão de obra ainda é um desafio.

“Precisamos formar mais gente. Estamos investindo nessa formação. Se a criança está impedida de ir à escola, temos que levar a escola até eles. E constatamos, por meio de pesquisas, que a escola ajuda recuperação da saúde da criança hospitalizada”.

Agência Brasil (18 de novembro de 2012)

 

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V Congresso Internacional Conexão RCE vai discutir Metodologia e Aprendizagem

Evento vai reunir cerca de 2.000 educadores e terá palestras de grandes pensadores contemporâneos como Pierre Lévy e Philippe Perrenoud, entre outros

A Rede Católica de Educação – RCE, uma das maiores redes de ensino do país, promove o V Congresso Internacional Conexão RCE com o tema Metodologia e Aprendizagem. O evento acontece nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília (DF), com a participação de 2.000 educadores de todo o Brasil.

Nesta edição, além dos educadores, o Congresso inova ao contar com a participação de um casal de pais de cada uma das 200 escolas integradas à RCE. Além disso, para debater o tema Metodologia e Aprendizagem, a RCE conta com a participação de grandes pensadores contemporâneos como Pierre Lévy, Philippe Perrenoud, Mônica Gather Thurler e Içami Tiba, entre outros.

O Congresso se inicia no dia 29 com a palestra do filósofo francês Pierre Lévy, que vai falar sobre “O Desenvolvimento da inteligência e a aprendizagem na era da informática”. Neste primeiro dia, o foco dos debates será como o meio, ou a tecnologia, interferem na educação e no aprendizado.

O segundo dia abordará o educando, como se desenvolve e como aprende. Entre as palestras de destaque deste dia está a do psiquiatra brasileiro de maior prestígio Içami Tiba, que apresentará o tema “Crianças, adolescentes e jovens: as diferenças para ensinar e aprender”, além de outros grandes nomes como a Professor Elvira Souza Lima, com o tema “As contribuições da neurociência para a compreensão do processo de desenvolvimento e aprendizagem”.

O debate sobre a metodologia adequada e necessária para estimular ainda mais o aprendizado será o foco do terceiro dia do Congresso, que contará com a presença de outros dois pensadores internacionais: Mônica Gather Thuler, que abordará o tema “Inovar no interior da escola” e Philippe Perrenoud que discorrerá sobre “Pedagogia diferenciada – das intenções à ação”.

O Congresso encerra-se com a entrega do Prêmio Educador Católico.

Confira abaixo a programação completa do V Congresso Internacional Conexão RCE – Metodologia e Aprendizagem:

Dia 29 de junho
8h30 – Credenciamento
10h – Abertura
10h30 – Pierre Lévy – “O desenvolvimento da inteligência e a aprendizagem na era da informática”
14h – Maria Elizabeth Biancocini – “Desafios da educação frente às novas tecnologias”
16h30 – Marcos Meier – “Os fatores de desenvolvimento moral e cognitivo de crianças, adolescentes e jovens”

Dia 30 de junho
8h – Içami Tiba – “Crianças, adolescentes e jovens: as diferenças para ensinar e aprender”
10h30 – Elvira Souza Lima – “As contribuições da neurociência para a compreensão do processo de desenvolvimento e aprendizagem”
14h – Dirceu Moreira – “Estapas do desenvolvimento humano”
16h30 – Eduardo Perez – “A mágica da motivação para educadores”

Dia 1º de julho
8h – Mônica Gather Thurler – “Inovar no interior da escola”
10h – Gabriel Perissé – “O professor na idade mídia”
11h30 – Celebração Eucarística
14h – Philippe Perrenoud – “Pedagogia diferenciada – das intenções à ação”
16h – Prêmio Educador Católico – Encerramento

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Entrevista com a coordenadora Paula Carolei: Os games no ensino e aprendizagem

O Moodle Livre realizou uma entrevista com a coordenadora do curso de Pedagogia da FIPEN (Faculdade Instituto Paulista de Ensino), Paula Carolei, que nós reproduzimos na ńtegra, aqui em nosso blog!

Paula é doutora e mestre em Educação, especialista em Multimídia em Negócios e Educação, bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas. Já desenvolveu materiais para Educação a distância, atualmente é coordenadora do curso de Pedagogia da FIPEN (Faculdade Instituto Paulista de Ensino) e coordenadora do curso de pós-graduação no Senac São Paulo. Escreve para o site Net Educação.

A entrevista abordou o uso dos jogos durante o processo de ensino aprendizagem, seus prós e contras no cotidiano acadêmico.

Moodle Livre: Você acredita que o uso de tecnologias é um bom auxiliar nos estudo?

Paula Carolei: Sim, hoje a tecnologia é transparente para os nossos alunos e faz parte do perfil cognitivo, de como eles já pensam com a tecnologia e ela muda a forma de relacionar com o conhecimento.

ML: Qual a razão pedagógica que justificam o uso de games na educação?

PC: O game é uma linguagem, pois ele tem uma característica que exige uma “leitura” interativa e precisa ser encarado como um produto cultural. Ele pode ser incorporado na aprendizagem como se faz com textos e vídeos, pois teríamos assim várias formas de interagir.

ML: Você acredita que a utilização de games educacionais nas escolas pode facilitar o aprendizado do aluno?

PC: O jogo por si só não caracteriza uma intencionalidade pedagogia, é preciso trabalhar sobre essa ação, é preciso trabalhar roteiro, discutir as estratégias, o que ele aprendeu, discutir valores e assim realizar uma leitura pedagógica com o jogo.

ML: Mesclar a aprendizagem de um jogo com a diversão é uma tarefa complicada, já que a grande maioria dos usuários procura a diversão em um jogo. Você acha que a diversão ou a aprendizagem pode ser prejudicada?

PC: A maioria dos jogos de entretenimento supera o investimento do cinema e tem como foco a diversão, e para ele ser aproveitado educacionalmente, é necessário ter o momento da reflexão, mas bem estruturado para a diversão não esconder o aprendizado. Um jogo deve aliar a diversão com a aprendizagem.

ML: Você acha que a imersão do aluno é o importante para processo de ensino aprendizagem?

PC: Sim a imersão é fundamental, pois é a parte que o aluno mergulha na história, com séries de sensações, mas não basta apenas a imersão, e nem apenas olhar de fora, é preciso ambos.

ML: Qual o seu referencial teórico para trabalhar com o desenvolvimento de games?

PC: Não há um referencial específico para área, temos que pensar em vários aspectos, mas temos a Lyan Alves, que fala sobre aplicação de jogos, o João Mattar fez uma compilação de vários jogos americanos, teorias de game designer. E pensar no imaginário, questões arquetípicas,

ML: Ainda temos muita resistência por parte dos pais e professores em usar jogos para o processo de aprendizagem de nossos alunos, como você acha que podemos romper esta barreira?

PC: Não é fácil, pois eles não veem a parte educativa do game, e que um mesmo jogo que pode parecer violento tem sue lado educativo. É preciso quebrar resistência e mostrar ao pai e ao professor o potencial do game.

ML: Que tipos de jogos você já utilizou em sua prática?

PC: Temos vários tipos de jogos que podemos usar como o casual game, usado em sala de aula. Podemos usar um jogo que já existe e é gratuitos, construir jogos a partir de games maker (editores de jogos) ou podemos participar de produção elaborada.

ML: Você tem alguma dica para dar aos nossos usuários sobre alguns jogos para que eles possam iniciar sua vida nesta forma de aprendizagem?

PC: Precisamos pensar na competência que o jogador vai desenvolver durante o jogo , conversar com os alunos e ver qual o tipo de jogo que ele gosta, para que possamos ter um olhar para o outro e ter informação para pensar em como dialogar com este aluno.

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Conheça os diferenciais do curso de Pedagogia da FIPEN

Em evento realizado dia 11 de agosto, coordenadoras do curso mostraram porque fazer Pedagogia na FIPEN é tornar-se um Gestor de Aprendizagem

No dia 11 de agosto de 2011 ocorreu no auditório da FIPEN – Faculdade Instituto Paulista de Ensino – uma palestra de apresentação do novo curso de Pedagogia da instituição. Na ocasião, José Roberto Rogero, diretor cadêmico da FIPEN, falou sobre a grade curricular diferenciada, disposta em módulos, de quatro anos. “A Nova Pedagogia que propomos em nosso curso é a Gestão de Aprendizagem. Para a FIPEN, ter um curso de Pedagogia é olhar para o futuro – nosso país precisa de educação”, afirmou. A proposta do curso foi aprovada com nota máxima pelo MEC (Ministério da Educação e Cultural).

Paula Carolei, coordenadora do curso, mostrou em sua palestra um pouco do histórico da educação nos últimos 100 anos. “Antes, o principal canal de comunicação e de educação eram os livros, a escola. Há 50 anos, começaram a surgir outros canais, como o rádio, a TV. Mas o principal canal ainda era a escola. Hoje, as pessoas estão cada vez mais conectadas em novas mídias, e mais imersas no conhecimento. Temos mais dispositivos tecnológicos e digitais. Recebemos cada vez mais informação e é preciso saber gerenciar tudo isso”.

Segundo Paula, o cenário atual de aula está refletindo tudo isso. “O aluno de hoje quer participar mais. O emissor do conhecimento tem que saber gerenciar tudo isso, porque informação, apenas, não é conhecimento. É preciso, diante de tanta mudança, estruturar tempo, espaço, carreira e aprendizado. Não dá mais para usar o mesmo método para todo mundo. Educador perfeito não existe. O que pretendemos para o professor do futuro é que ele esteja em novos espaços educacionais. Mudou a forma de ver o mundo”.

Paula explicou que hoje, além de se aprender na escola, aprende-se também assistindo TV, na empresa, na internet e nas redes sociais, nos espaços ccomunitários, em bibliotecas, em museus, hospitais, jogos, etc… “Mesmo na escola há vários tipos de gestores de aprendizagem: coordenadores, orientadores, psicopedagogos, supervisores de ensino, professores de matérias pedagógicas e oficinas, educadores de matérias inclusivas… Nas universidades corporativas a demanda por gestores de aprendizagem é grande. Em treinamentos, nos precessos de coaching e mentoring, em instituições de saúde, para educar crianças com doenças crônicas, etc. É preciso que haja um porfissional capaz de organizar e gerenciar todas essas novas ferramentas de ensino”, finalizou a coordenadora.

Vany Kensky, idealizadora do curso, contou um pouco sobre como o projeto surgiu. “A pesquisa para este curso vem de muito tempo. É fruto de muito estudo! E pesquisa boa é aquela que incomoda. Trabalho com educação a vida inteira, então sinto que preciso fazer alguma coisa para melhorar a nossa educação. Mas é preciso chão, escola, construção. A experiência com meus alunos e pesquisas foi o que deu forma a esse curso”, comenta.

Por volta de 1997, a equipe que Vany coordenava na Usp (Universidade de São Paulo) apresentou a pesquisa ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e recebeu o apoio para desenvolvê-la. “O curso foi moldado em módulos, cada qual tratando de um público em processo de aprendizagem diferente: infantil, adulto, corporativo, etc. O curso é presencial, mas teremos um diálogo permanente com as tecnologias. É um trabalho integrado, com foco na interdisciplinaridade. Com esse curso, mudamos a concepção de formação e o próprio MEC, quando nos avaliou, percebeu a importância dessa mudança”, explicou Vany.

O pedagogo formado por esse curso será capaz de trabalhar em todos os espaços formais e não formais de aprendizagem. Não dará aula só para ensino infantil e creche, mas também para adultos, para pessoas com necessidades especiais, e para qualquer um que queira aprender, num trabalho coletivo. Se as formas de aprender são outras, é preciso orientar esse novo processo de aprendizagem.

Vany completou sua explicação sobre o curso com um apanhado do que será visto pelos alunos ao longo do curso: “No primeiro semestre, situaremos os alunos no novo contexto de aprendizagem. No segundo semestre, trataremos da educação infantil, falando da psicologia e sociologia das crianças de hoje –  questões corporais, de saúde, de novas tecnologias, como trabalhar a energia da nova criança, suas atitudes e valores (individuais e sociais). No terceiro semestre, falaremos sobre o Ensino Fundamental I, tratando a alfabetização num conceito mais amplo de leitura das disciplinas, como matemática, ciências, libras, meio ambiente, etc… No quarto semestre, trataremos do Ensino Fundamental II, mostrando aos alunos que eles não estão aprendendo só para fazer prova, e sim para discutir o conhecimento adquirido. No sexto semestre, falaremos da Educação Corporativa – aprender a gerenciar a aprendizagem em espaços empresariais. No sétimo semestre, será a vez da aprendizagem do profissional, que deverá compreender e vivenciar o trabalho do pedagogo. O oitavo semestre tratará de educação aberta e à distância, dando abertura para todos os espaços (físicos e virtuais) possíveis em educação, buscando a autonomia do aluno. Os estágios serão menores, porém mais abrengentes, sendo realizados em escolas infantis, em ONG’s, escolas de ensino fundamental e no próprio Colégio Anglo Leonardo da Vinci – que formará professores com sua própria base e estrutura -, além de órgãos governamentais, empresas privadas, hospitais, asilos, etc. No semestre final o curso será produzido em EAD (Ensino Aberto à Distãncia), porque não dá para estar perto para ensinar à distância. É o momento do TCC e de fazer sua própria formação”, concluiu.

 

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Ampliação da carga horária escolar só pode acontecer com uma melhora do uso do tempo

Especialista defende aumento como uma tendência para o futuro

Há quem defenda que a quantidade de horas aulas dos estudantes já é suficiente, entretanto alguns especialistas defendem que a ampliação seja uma tendência do futuro e que alguns países já estão aplicando na prática.

Entretanto, esse aumento ainda terá que ser muito discutido, uma vez que a qualidade das horas, dentro de sala de aula, precisa ser de melhor qualidade e proveitosa.

Entende-se ainda que as crianças precisam de espaços que vão além da sala de aula. É preciso investir em atividades culturais, artísticas, esportivas e sociais. De acordo com Vicent Defourny, representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, não basta só deixar o estudante mais tempo na escola é importante repensar a configuração da escola e construir uma proposta pedagógica integrada à comunidade em que ele está inserido.

“Ampliar a jornada dos alunos na escola, sem alterar o projeto pedagógico, e avaliar como serão usadas essas horas, de nada adiantará”, acrescenta a pedagoga, Emileide da Costa, é preciso ter um olhar mais crítico com relação a educação e observar os seus pontos chaves, como a merenda. “Há escolas integrais em vários estados brasileiros que ainda enfrentam problemas como a falta da merenda escolar, desde o início do ano letivo”.

Fonte: Assessoria de Comunicação-Portal da Educação

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